domingo, 18 de agosto de 2013

Não se esqueçam dos Coalas!

Quando ouvimos falar de Austrália três coisas vêm à nossa mente:

1 - Cangurus
2 - P. Sherman, 42, Wallaby Way - Sidney
3 - Aquele filme gigante e parado com o Hugh Jackman e a Nicole Kidman

O que a gente esquece é que se trata de um país gigante, que fica na Oceania e tem por capital Camberra - mesmo todo mundo jurando que é Sidney. A gente não sabe que além dos cangurus, o país também é conhecido por seus coalas e que na capital não há outdoors e ela parece muito mais interiorana do que Sidney, não fazendo jus ao seu papel de capital. Poucos sabem também que mesmo sendo um país com dimensões continentais, localizado do outro lado do mundo, Austrália é governada pela família real britânica até hoje. Tendo em vista que foi colonizada pela Inglaterra, que depois lutou com a Holanda pela totalidade do território e passou a usá-lo para enviar presos de guerra e semelhantes, afim dos mesmos colonizarem a terra e se reproduzirem com os aborígenes, para torná-la mais civilizada. Funcionou, hoje o país é bastante próspero em sua indústria e tem ótimos índices de educação, saúde, longevidade e desenvolvimento humano, além de ter conseguido garantir sua liberdade econômica. 

Como sendo uma colônia, é possível estabelecer várias semelhanças históricas entre Brasil e Austrália, como a dependência inicial da metrópole, o uso do território para aumentar suas riquezas e como exílio a maus cidadãos, que deveriam repovoar e construir um novo mundo. Tais semelhanças também podem ser visualizadas na literatura que iniciou-se através de descrições do local, feitas pelos colonos para os colonizadores, além de ter herdado características da literatura de sua metrópole, fatos que também se fazem presente na literatura brasileira. 

Os australianos, após terem descrito seu território, aventuraram-se no universo da poesia, depois dos dramas teatrais e então do romance. Após chegarem ao impasse da poesia versus prosa e acabaram por se decidir como melhores proseadores, fazendo com que no século XX sua literatura tivesse mais ênfase, embora ainda sendo pouco conhecida e explorada.

É claro que com esse texto já está bem claro que o autor da semana é australiano e isso porque vamos falar sobre "O Segredo de Jasper Jones", um livro desconhecido, mas super legal!


A bandeira da Austrália contém uma estrela de sete pontas representando a Federação de Estados e Territórios, as cinco estrelas que representam o "cruzeiro do Sul" e simbolizam a localização da Austrália no Hemisfério Sul e uma pequena bandeira da Grã Bretanha, por ser pertencente a ela. Foi escolhida a partir de um concurso na qual 30 mil pessoas participaram e foi hasteada pela primeira vez em 1901!


Um comentário:

  1. Pode deixar, Mayra, não esqueço dos coalas! Na verdade, eu até lembro deles quando eu penso em Austrália... deles e dos - como você pode esquecer! - bumerangues. haha A gente (eu) ainda tem aquela imagem de aborígenes e cangurus e bumerangues e tudo, mas pensar que Austrália tem só isso deve ser tão correto quando pensar que no Brasil só tem índios e floresta e tucanos. Que bom que temos Amásia para nos trazer conhecimento e quebrar esteriótipos.
    Fiquei muito intrigado em saber que em Camberra "não há outdoors e ela parece muito mais interiorana do que Sidney", não fazia ideia...
    Achei interessante pra caramba esse panorama histórico da literatura da Austrália. Acho que a gente deveria conhecer mais os livros de lá. O único autor australiano que eu já li foi o Markus Zusak e, vamos combinar, os livros dele são fantásticos! Que bom que Amásia não é óbvia e vai nos trazer (já trouxe, na vdd, porque o post já foi publicado, mas ok kk) um livro desconhecido e - por isso - mais intrigante.
    Vamos lá, então! (:

    P.S.: Depois de uma longa ausência, espero que me aceitem de volta... :{

    P.S.²: "Aquele filme gigante e parado com o Hugh Jackman e a Nicole Kidman" hahahaha

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